sábado, 12 de janeiro de 2013

[De um melancólico - sanguíneo. ]




"Chuva maravilhosa molha os pés do cidadão, molha a praça e molha o chão! Molha um coração que percebe uma tensão criadora e ao mesmo tempo uma tensão inexplicável!

Como palavras melancólicas, não no sentido trágico, mas no sentido profundo, surgem de uma alma toda aberta e disposta a dispensar a todos os seus amores, ao tempo que as mesmas palavras se perdem no seu interior e se esvão, todas, uma a uma, por seus gritos e gargalhadas!

Percebo uma tensão que vai ser pra sempre minha: vida profunda e coração aberto, mas coração que esquece e alma que de repente se chacoalha perdida nas extremidades do ser!

Uau! Eu nunca pensei que fosse me dar conta disso, mas acho que aqui já há algo de poeta, existe algo de artista: minha vida que se expressa nas palavras é uma parte de mim que não sai nos meus sorrisos, mas tudo é sinceridade e profundidade de alguém que deseja o esplendor de uma expressão emanada de seu próprio eu... um eu que silencia e percebe a grandiosidade de viver uma vida toda inteira e intensa e de um eu que percebe a maior de todas as virtudes: doar-se no ato e na gratidão a todos os que por ele passam e desejam nada mais e nada menos que um sorriso permanente e sincero, um coração disposto e uma alma alegre, firme e confiante em suas metas, capacidades e acima de tudo humilde para reconhecer o que é e o que não é!

Mas isso não torna a tensão menos difícil... ah, claro que não! Encontrar uma harmonia entre silêncio e gritos, onde ambos são a permanência da eternidade do eu é um trabalho árduo e que se faz cada dia mais apaixonante, porque neste aventura descubro que nada, nem ninguém é capaz de me fazer desistir ou de me fazer deixar de ser aquilo para o qual nasci: vita et gaudium."

Junior Takanage
12.I.2013

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