Estive,
no último sábado, 03 de setembro, na 24ª Bienal Internacional do
Livro de São Paulo, que aconteceu no Pavilhão de Exposições do
Anhembi. Foi minha primeira vez no evento, apesar de há muito tempo
sonhar com estar neste lugar maravilhoso e que quero compartilhar,
mesmo que já tenha acabado o evento, algumas impressões... quem
sabe ano que vem você não decidi ir, depois de ler este post?
quarta-feira, 7 de setembro de 2016
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
terça-feira, 30 de agosto de 2016
The Big Bang Theory - 10ª Temporada
segunda-feira, 9 de maio de 2016
Coisas Poéticas: [Ah... vida...]
A vida tem um
estranho costume
de me chamar de
volta a mim mesmo.
Ela chega de
mansinho,
me dá um cheirinho
daqui,
um sonho dali,
me coloca em
movimento.
De repente,
surpreendido,
percebo que estou,
como uma máquina
que não possui
botão de desligar
e tampouco freios
para desacelerar.
Ando em busca de
externalidades,
que frustram da
alegria, a veracidade.
No meu caminho,
não consigo me
deter.
Às vezes, sem me
dar conta
estou andando sem
ver,
sonhando sem dormir,
respirando sem
inspirar.
Mas aí ela chega de
mansinho,
de novo, sim...
Porque ela sempre
faz parecer
que tudo está
perfeito,
e de repente,
surpreendido,
de novo, sim...
me sinto inundado
por lágrimas,
por uma violência
suave,
mas que deixa seus
rastros,
aturdido com
barulhos e ruídos
que não são nada
mais
do que eu mesmo
precisando de mim.
Ah, vida!!! Como
sois bela!
Pena que tantas
vezes me esqueço,
e de novo eu me
entristeço,
porque no fim ou no
começo,
sonho, vivo e fujo
do meu lado avesso.
És profunda e tão
luminosa,
és amor que depende
de mim para ser amada,
és carregada de
cores e cheia de sabores,
mas que dependem de
mim,
do meu silêncio,
do meu espaço,
do meu amar-me,
para poder ser
sentida,
experimentada,
e novamente,
tão amada.
Junior
Takanage
09.V.2016
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016
Coisas Literárias: [O Nome de Deus é Misericórdia]

Já há algum tempo
que venho ensaiando para sentar-me frente ao computador e escrever um
pouco sobre este livro. Trata-se um pouco das minhas impressões para
com o mesmo e, por que não, uma indicação.
Em primeiro lugar
tratou-se de um livro que me fez chorar, e acredite, mesmo que eu
seja muito chorão eu não choro quando leio livros, mas este livro
me fez chorar; claro que não foi o livro todo, mas temas e momentos
específicos me identificaram, não pela minha pessoalidade, mas
especialmente pela manifestação da misericórdia, de perceber que
não sou eu que sou chamado a algo, mas que Deus, assim como o fez
com Mateus, “me olha com misericórdia” (cf. Mt. 9, 9-13),
apesar das minhas limitações e
fragilidades. No entanto, me tocou também em algo que mesmo que
tantas vezes é parte do meu discurso, muitas vezes está distante do
meu viver: a minha misericórdia para com o outro. Se sou olhado com
esta misericórdia, como não olhar para o outro, como não ter o
mesmo sentimento para com ele, como não amá-lo apesar de tudo?
Trata-se
de uma entrevista, e não de um texto corrido, e a verdade? Dá pra
ler muito rápido... é uma conversa gostosa, onde a autora, Andrea
Tornielli, recupera inclusive expressões gestuais e linguísticas do
Santo Padre, que tem claramente um bom acento argentino (sim, eu
gosto da Argentina e dos argentinos e não é só por causa do Papa).

Não
quero que essa afirmação soe como uma apreciação despectiva do
livro, mas é um livro que não traz uma novidade, ou melhor, não
deveria trazer uma novidade para aqueles que se dizem cristãos,
católicos ou simplesmente praticantes do Amor (caritas), pois fala
de uma atuação diária e que deveria ser intrínseca ao viver de
cada um de nós. No entanto, a NOVIDADE do livro é justamente chamar
a nossa atenção para isso... Mesmo sendo tão do cotidiano, tão
comum, e talvez por causa disso, muitas vezes nos faz não colocar
atenção.
Portanto,
vale a pena, vale a leitura, vale uma reflexão, vale deixar-nos
tocar por essas palavras tão belas e profundas, vale deixar-nos
interpelar para um anúncio que não é somente dos católicos, mas
de todos aqueles que querem construir um reino de Justiça, Paz,
Fraternidade e Igualdade.
Junior Takanage
22.II.2016
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