terça-feira, 3 de outubro de 2017

["Mi alma grita y pide POESÍA..."]

Mi alma grita y pide POESÍA...”

Havia encontrado, nos tempos de outrora, uma forma de fazer com que os sentimentos, reprimidos ou quiças mal elaborados, abandonassem o interior e dessem lugar a novas experiências, vivências de liberdade e de uma certeza de que não há certo ou errado, mas aprendizados que são carregados para sempre.

Das cores que possui, deixei o preto e o branco matarem…
Das músicas que ouvi, deixei os acordes menores tomarem os sentimentos…
Das lutas que travei, algumas vezes decidi deixá-las ganharem de mim!

Ah, mas agora a alma deu um forte grito, ela já não quer mais manter-se na prisão deste cárcere que passa… ela quer a liberdade de um sonho se tornando realidade, sem ter hora de dormir, sem ter hora de acordar, sabendo apenas que as palavras são nosso maior dom e que a poesia é aquele momento onde meu Eu Superior encontra descanso, repouso e é capaz de sentir novamente o calor e a intensidade de uma vida que não tem outra saída senão ser PLENAMENTE vivida! E já que é assim, por favor, me traga um papel, uma caneta e uma xícara de café.

Melhor, substitua o café por uma taça de vinho… ou quem sabe uma bela e gelada cerveja alemã…!!! Faz assim: traz os três… Afinal, viver é mudar, mudar é construir, mas antes desconstruir… e depois construir de novo e depois aproveitar e de repente se encontrar com o momento de mudar de novo!

Faz assim, eu quero a cerveja, depois o vinho, depois o café! E amanhã quando eu acordar, eu quero o café, depois a cerveja e depois o vinho! Mas podem ser copos coloridos? Cansei de coisas sem cores… eu gosto de preto e branco, mas vamos deixar para outra hora… Hoje a minha alma está reluzente e não quero nada que me afaste do sorriso de saber que estou em construção e que estas construções podem ter prazo de validade, mas tenho um amor que prevalece e que pode me trazer de volta à vida, todo dia, basta apenas um papel, uma caneta, um café, ou uma cerveja ou um vinho... cores… amores… notas maiores e menores… idiomas… energias… POESIA.

Junior Takanage

03.X.2017

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