segunda-feira, 13 de julho de 2015

[De Rascunho e Nostalgia]


Fiquei dias, meses, sem me sentar e escrever palavras que brotassem do fundo do coração... Escrevi sim, ensaios religiosos, artigos científicos, mas deixei de lado os sonhos escabrosos de um coração que precisava se abrir e se rasgar em palavras pintadas de vermelho sangue e em letras marcadas com a palidez de um sem sentido que nasce ao deixar a arte motora da escrita de lado.

Sem isso, pensei fosse endoidecer...  sonhei mas me esqueci de anotar e nestas faltas, fui me perdendo de mim mesmo, deixando de realizar atos necessários para que eu pudesse respirar, sentir a calma, me lançar no colorido da vida que muito facilmente, se deixamos de admirar, se torna o preto e branco do antigo papel fotográfico que já não encontro nem mais na casa de minha avó.

Claro está, sem você não posso viver, meus sonhos se esvaem e minha mão já não desenha o mesmo colorido caminho dos sonhos poetizados pela beleza das palavras que aleatoriamente brotam de meus lábios, de meu coração e da ponta de um lápis afiado por um pobre apontador.

No fim, percebo que sem o mais pobre apontador e o rascunho que encontro jogado debaixo da cama não sou nada. Palavras, ah como eu as necessito e

as quero por perto. Sonhos, vocês só são possíveis porque eu consigo verbalizá-los no papel. Vida, só consigo torná-la bela se me sento a escrever.

Porque neste escrever eu me encontro com pessoas, sentimentos, mágoas, perdões, medos e magia, felicidade sem fim, que brota do puro descobrimento de algo que não é meu, mas que emana divinamente entre meus dedos e meu pensar: o eterno dom de escrever e amar.

Junior Takanage

13.VII.2015

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