segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
domingo, 30 de novembro de 2014
Um propósito de Natal
“Vou me escrevendo, vou voltando ao papel, caneta, expresso
e luz tênue, vou sentindo que nesse barco ou nesse trem, ou onde melhor lhe
convêm, não posso deixar de me recriar todos os dias, sonhando sonhos novos,
alcançando sonhos velhos e mudando sonhos que não me levaram a nada.
Opiniões mudam a todo instante, princípios são caminhos
eternos, luzes às vezes se escondem nas nuvens, nuvens se dissipam com o calor
da luz do Sol interior que vem brotar em mim num advento de sonhos, reconstruções
e direções certeiras para o coração daqueles que me cercam.
Aprendi com um tal Papa que a alegria é marca fundamental do
meu eu, do meu eu que não é meu, mas nasceu para um tu e para uma vida pautada
por recomeços e chances, para um perdão que se faz nada diante da misericórdia do
Infinito, e nessa alegria vou sonhando e desejando, que como neste tal
evangelho, eu possa surgir para aqueles que me são apresentados e encorajá-los:
Alegrem-se.”
Junior Takanage
30.XI.2014
segunda-feira, 12 de maio de 2014
[Da Imortalidade de quem ama]
Caminhamos sem rumo
Na direção de um não
sei o que
E sem saber onde
chegar.
Luzes e trevas são
parte
Mas a pergunta que me
faço
É para onde?
Vidas se vão,
Outras começam,
E no fim de tudo...
Amor as vezes se deixa
Cuidados as vezes se
perdem
Mas e eu?
Quanto faço?
Quanto amo?
Será que amanhã...
Será que hoje?
Ou nunca mais?
Amar e se perpetuar.
Tantas e tantas o amor
Nada mais é
Ou foi
Hoje só sei
que quero me eternizar
Por quanto amei
E jamais ter
A incerteza
de que poderia
E deixei de amar.
JUNIOR TAKANAGE
sexta-feira, 9 de maio de 2014
Acaso não ardia nosso coração?
Ando pensando em um
mistério que me sobrepassa. Pensava naqueles que alguns dias depois
do maior fato histórico do mundo, caminhavam rumo ao seu povoado,
tristes, abatidos, conversando sobre o que havia ocorrido, comentando
quem sabe suas dores, suas memórias, seus aprendizados, seus
sonhos...
Eles levavam uma
história vivida, tinham seguramente, em seu coração, um canto de
alegria pela grande vivência que lhes foi concedida, mas também um
canto fúnebre de dor e falta de esperança, pois aquele que tanto
havia anunciado, morrera como mais um, ou até pior, como menos um.
Aquele que lhes havia
dado um sentido ao existir, que havia ido ao seu encontro já não
estava ali, já não havia um olhar que lhes acalmara, já não havia
mais um sonho pelo qual lutar, já não havia um que, um para que, já
não havia...
Mas de repente alguém
se lhes aproxima! Começa conversar e desentendido que se faz, se
apresenta e, espera talvez que eles o reconheçam pelo olhar! Mas a
dinâmica estava tão mudada, suas almas, quiças, tão fechadas a
uma realidade cruenta presenciadas e inesquecíveis, que não era
possível perceber de quem se tratava.
No entanto, se tratava
de um bom amigo, alguém que era digno de ao cair a tarde receber o
convite para permanecer com eles, pois o caminho se faria perigoso!
É, realmente, não haviam reconhecido, mas se permitiram uma chance
de vivenciar um pouco mais do que fora aprendido, dando a este homem,
“que sabe-se lá quem era”, uma hospitalidade, uma mostra de
amor!
E aí se faz toda
diferença! Pois eles novamente abrem em sua vida um convívio, ainda
que num curto espaço de tempo, onde o partir o pão faz tornar-se
notável que ali, quem estava, era aquele que lhes devolvia a
esperança aos olhos, os sonhos ao coração e fé de uma vida que
valeria pra sempre ser entregue!
Ele se colocou junto
deles, caminhou com eles, como podem não havê-lo reconhecido?
Afinal, tanto vivenciaram, tanto se olharam, tanto conversaram antes
de que tudo passasse... é justamente isso que me sobrepassa! Este
mistério que anuncia que muitas vezes, não é a forma com que se
fala, ou talvez, não é o simples olhar o que marcamos nos demais.
Pode ser que a dinâmica do encontro muitas vezes não funcione nas
palavras, mas funcione no partir o pão.
JUNIOR TAKANAGE
quinta-feira, 8 de maio de 2014
[De Versos e Reversos diversos]
De sombras e luzes, de
dúvidas e evidências, de sonhos e realidades, de dores e alegrias,
de certezas e incertezas, assim vou construindo um caminho que parece
não ter fim, conclusões ou ao menos um ponto seguido de uma frase
contínua.
Sonhar tantas vezes é
complicado quando se instala uma realidade que não te permite criar
espaços para buscar os sonhos, mas também é tão complicado viver
uma realidade que te oferece sonhos incabíveis em si mesmos.
Novamente a angústia
do filósofo se instala e a pergunta por um espaço, ou ao menos um
pequeno espaço de eternidade neste mundo infindo de dúvidas e
sensações se faz novamente presente.
Não se trata de um
até quando, nem mesmo de uma solidão imemorável, trata-se de um
espaço que foi preenchido mas que requer tantas e tantas vezes
chacoalhar-se e perguntar-se por onde ir!!!
Trata-se de buscas
infinitas que possivelmente terminarão ao encontrar o que alguns
chamam tesouro, o que outros chamam sonho, o que a moda conclama: um
ser que rege a humanidade, trata-se de um infinita busca que se
concretiza em um único olhar, em um apego que se faz presente na
alma e que nunca abandona, trata-se daquilo que a grande maioria e eu
mesmo chamamos DEUS.
JUNIOR TAKANAGE
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