segunda-feira, 9 de maio de 2016

Coisas Poéticas: [Ah... vida...]

A vida tem um estranho costume
de me chamar de volta a mim mesmo.
Ela chega de mansinho,
me dá um cheirinho daqui,
um sonho dali,
me coloca em movimento.

De repente, surpreendido,
percebo que estou,
como uma máquina
que não possui botão de desligar
e tampouco freios para desacelerar.

Ando em busca de externalidades,
que frustram da alegria, a veracidade.
No meu caminho,
não consigo me deter.
Às vezes, sem me dar conta
estou andando sem ver,
sonhando sem dormir,
respirando sem inspirar.

Mas aí ela chega de mansinho,
de novo, sim...
Porque ela sempre faz parecer
que tudo está perfeito,
e de repente, surpreendido,
de novo, sim...
me sinto inundado por lágrimas,
por uma violência suave,
mas que deixa seus rastros,
aturdido com barulhos e ruídos
que não são nada mais
do que eu mesmo precisando de mim.

Ah, vida!!! Como sois bela!
Pena que tantas vezes me esqueço,
e de novo eu me entristeço,
porque no fim ou no começo,
sonho, vivo e fujo do meu lado avesso.

És profunda e tão luminosa,
és amor que depende de mim para ser amada,
és carregada de cores e cheia de sabores,
mas que dependem de mim,
do meu silêncio,
do meu espaço,
do meu amar-me,
para poder ser sentida,
experimentada,
e novamente,
tão amada.

Junior Takanage

09.V.2016

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